terça-feira, 8 de abril de 2014

VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR!




Copa América 1997, Zagalo, então treinador da Seleção Brasileira desabafa para as câmeras após a vitória brasileira: “Vocês vão ter que me engolir!”.

Esse brado emocionado tinha endereço certo. Ele foi dirigido a repórteres que agiam nos bastidores para minar o trabalho do treinador e apeá-lo do controle da seleção na Copa do mundo do ano seguinte, segundo versão dele próprio. Os acontecimentos e o  resultado da copa de 1998 são conhecidos, e lamentados, por todos. No fim das contas, o episódio ficou gravado na história do futebol brasileiro.

O tempo passou, porém, nesse mundo de meu Deus, sempre alguém tem que engolir alguém...

Nesse sentido, boa parte dos cidadãos deste País têm engolido o que não concordam e não merecem. Têm engolido até o que repudiam com veemência. Aqui se criou a filosofia do “nós” e os “outros”, os “corretos” e os “do contra”, colocando a sociedade brasileira numa situação de perigosa animosidade entre os que pensam de modo diferente.

Apoiado numa base eleitoral criada a partir de programas sociais assistencialistas idealizados exatamente para esse fim, o governo manobra uma maioria cooptada até nos rincões mais remotos deste País. Pessoas estas que não participam dos acontecimentos políticos para além da cerca de seu vizinho. Pessoas que desconhecem as traficâncias de Brasília, o cotidiano dos altos gabinetes estatais, o jogo intrincado da economia e as sutilezas necessárias à diplomacia internacional. Pessoas que visam apenas e tão somente manter seu pequeno universo em movimento com o recebimento mensal de seus pingados trocados do benefício oficial.

Enquanto isso uma minoria eleitoral, estômago de avestruz, vai tendo que engolir o que lhes impõem à frente. A coisa funciona mais ou menos assim:

Em tempo recorde a Polícia Federal prendeu e deportou esportistas cubanos que pediram asilo ao Brasil por ocasião dos jogos Pan Americanos do Rio, em 2007, tentando fugir da ditadura de Cuba. Algum tempo depois, o governo de esquerda, mesmo contra recomendação do STF, deu asilo político a um terrorista assassino italiano, julgado e condenado democraticamente pela mais alta corte daquele país.

Para seus eleitores-beneficiários o governo dizia: “Vou lhes dar crédito fácil para comprarem o que tiverem vontade!”.

Aos demais, o governo dizia: “Vocês vão ter que me engolir!”. 

O governo progressista aliou-se a governantes ditadores e assassinos. Chamou o Irã de Mahmoud Ahmadinejad de pais irmão, brindou amizade com o truculento Kadafi e aliou-se a outras tantas republiquetas de regime antidemocrático.

Aos afilhados a quem garante uma subsistência inerte, dizia o governo: “Nós estamos aqui para defendê-los contra as elites dominantes deste país”.

Para os outros, dizia apenas: “Vocês vão ter que me engolir!”.

Em plena crise do apagão aéreo, a ministra do turismo de então, uma senhora sem a menor preparação para ocupar quaisquer cargos públicos, recomendou aos passageiros em pânico: “Relaxem e gozem”.

Aos seus, o governo dizia: “Esse colapso na operação dos aeroportos é devido ao aumento de renda do povo”.

Aos outros, informava: “Vocês vão ter que me engolir!

O governo, pretenso líder dos povos da América Latina, defendeu a soberania dos bolivianos, reconhecendo o direito deles de invadir e expropriar uma refinaria de petróleo brasileira legalmente instalada naquele país em detrimento de nossa própria soberania.

Para o povão, o presidente de então posava de estadista...

Para os “do contra”, bradava: “Vocês vão ter que me engolir!

A esquerda brasileira apoia a ditadura dos Castro, que apoia a Venezuela de Chávez, que apoia o narcotráfico, que tem negócios com Evo Morales, o próprio produtor da coca. De quebra, afastou-se do equilibrado Chile, levou um chega para lá do insignificante Equador, apoiou o patético golpe de Zelaya.

Com essas, garantiu boa propaganda junto aos seus eleitores e... Quase mata de vergonha “os outros”, que mais uma vez ouviram... Vocês vão ter que me engolir!”.

A vida foi seguindo. Alguns que fazem parte desse governo socialista foram flagrados roubando a nação. Presos e condenados, disseram aos seus eleitores: “Estamos sendo perseguidos e injustiçados. Somos heróis!”.

Alguns dos que neles acreditam, juntaram uns (muitos) dinheiros para, imoralmente, quitar dívidas dos condenados com a Justiça. Os coitados deste país, vendo as notícias na imprensa, exclamaram: 
“Oh, como são unidos esses heróis e seus seguidores!”, e logo correram para sacar na lotérica mais um mês.

Para os que acompanhavam a cena de longe, aqueles mesmos “heróis” gritaram, gesticulando uma “banana”: “Vocês vão ter que nos engolir!

Caso Rosemary, campanha eleitoral antecipada e com recursos públicos, compra milionária de refinaria sucata nos EUA, financiamentos oficiais generosos a Eike Batista, porto de Cuba, revisão no julgamento dos mensaleiros... 

Tudo goela abaixo dos “outros”.

Mas vem aí a Copa do Mundo. Grande conquista do Brasil! A vez do binômio pão e circo. Aqueles camaradas, os dos benefícios e malefícios, estarão no circo que lhes foi armado esperando pelo pão bem longe dos estádios, onde estarão apenas “os outros”. 

Por isso, o pessoal do governo não vai poder aparecer nas magníficas arenas onde os jogos serão disputados, sob pena de serem sonoramente vaiados. Diante dessa hipótese já veio uma ordem do Planalto para os seus: “Nada de estádios! Todo mundo deve assistir aos jogos na copa!”.

Tomara que eles arrisquem uma aparição pública durante o evento, efêmera que seja. Talvez ouçam uma forte e estrondosa vaia. Talvez aquele povo que estiver presente aproveite ilustres presenças para devolverem-lhes em forma de vômito azedo tudo o que vêm engolindo contra a vontade nesses últimos tempos... Tomara.


Pedro Altino Farias, em 28/02/2014

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terça-feira, 11 de março de 2014

A DOR DA DOR



Qual a maior dor que um ser humano pode suportar? Pergunta com mil respostas, todas acompanhadas muitas de lágrimas, aperto sufocante no coração e uma tristeza sem fim.

Somente quem vive situações extremas e trágicas tem a capacidade de mensurar uma dor assim, porém, como cada ser humano é único, cada um reage de modo diverso perante as dificuldades enfrentadas.

Dores físicas e do amor, dores do fracasso profissional e das perdas, cada uma repercute de maneira diferente nos mais variados contextos e cabeças, mas, afinal, qual é a maior e mais forte dor que um ser humano pode suportar, a dor da dor?

Pergunta de mil e UMA respostas, mil delas acompanhadas de lágrimas, aperto sufocante no coração e uma tristeza sem fim. 

Porém, uma, e apenas uma, a VERDADEIRA, traz com ela a , a ESPERANÇA e o AMOR. Respondida a pergunta com a única e verdadeira resposta cabível, a dor vai se diluindo aos poucos, mesmo que seja a pior delas, a dor da dor, tornando mais possível a tarefa de continuar fazendo dessa vida uma sublime dádiva de DEUS.



Pedro Altino Farias, em 11/03/2014



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A Incrível Estória do Homem Que Viajou a Marte






Certa vez um cientista inventou uma máquina fantástica.



Com ela poderia fazer um foguete para ir e voltar ao planeta Marte em curto espaço de tempo.


Mas com receio de que copiassem sua ideia, 
resolveu construí-la sozinho.

Depois, com um esforço enorme e muitos anos de trabalho conseguiu construir seu foguete.

E partiu para o Planeta Vermelho sem que ninguém soubesse.




Pousou suavemente em solo marciano e explorou as redondezas.

Colheu farto material para estudos científicos 
e tirou muitas fotografias.

 
 

 


Retornou com igual sucesso à Terra, mas, ao chegar, não havia ninguém para lhe abraçar e cumprimentar pelo feito, 
pois ninguém sabia de nada.
 
 


Ele colocou todo o material coletado e fotografias à disposição de cientistas para serem estudados e, assim, dar sua contribuição à sociedade. 



MAS NINGUÉM ACREDITAVA QUE ELE REALMENTE ESTIVERA EM MARTE!



Morreu sozinho e desacreditado. 
Todos pensavam que era louco.

 

   Sozinhos, trabalhamos mais, produzimos menos e, vitoriosos, não há com quem dividir nossas conquistas.
 

Trabalhando em equipe os objetivos se tornam mais reais, e nossas conquistas se transformam em festa.


  


E você? Quer ganhar sozinho ou curtir sua vitória com um monte de gente ao seu redor?

O trabalho em equipe multiplica os esforços 
e engrandece o espírito.





Estamos aqui para isso: 
Trabalhar em equipe para atingir os objetivos de cada um.
Somar e multiplicar.
Sorrir nossas conquistas juntos.




 REFLITAM!

PENSEM SOBRE ISSO!


Pedro Altino Farias, em 16/01/2014

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Brasileiros, alto!



Não ser afeito a discussões ideológicas não faz de mim um alienado, muito pelo contrário. A certa distância (segura) tanto da esquerda, quanto da direita, pude ter uma visão sem paixões, exacerbadas ou não, dos diversos momentos políticos que nosso País tem vivido nesses últimos trinta anos.

 

Direeeita, voolveer!!

Durante anos a direita esteve encastelada no poder a pretexto de banir terroristas comunistas. Estes, de fato existiram, e sonhavam em instaurar um regime marxista no Brasil. Era sonho, claro. Guerrilharam entre si, saindo vitoriosa a direita, como se sabe.

Essa, porém, foi uma vitória que não lhe trouxe glórias nem um bom nome na história. Mesmo com instrumentos como o decreto-lei na ponta da caneta, os Atos Institucionais à disposição e controlando a totalidade dos estados e capitais, manteve o esquema de currais eleitorais, compadrio e jogo de interesses.

Fez o Mobral, tentando corrigir uma falha secular e dela própria, ensinando adultos a ler e escrever sofridamente, mas não se preocupou em desenvolver seus intelectos, criando uma massa semialfabetizada, sem senso crítico nem poder de discernimento, que vaga por aí até nossos dias.

Depois que a esquerda ascendeu ao poder, uma parte da direita, milagrosamente, pasmem, transformou-se em “progressista”, e aliou-se ao governo de plantão, passando a usufruir das mesmas vantagens e benesses de quando estava do outro lado, se é que esse pessoal tem lado.

A parte restante da direita ficou jogando dominó, damas e trocando figurinhas durante a “hora do recreio”, que era como ela julgava que seria o governo “popular”: um breve interregno para recuperar forças, enquanto o adversário enrolava uma corda em volta de seu próprio pescoço.


 

Esqueeerdaa, vooolveer!!

E o pessoal que tinha solução simples e fácil para tudo, enfim, chegou lá. Ocupou os primeiros escalões com figuras tradicionais e históricas do partido, envolveu a militância, e foi se expandindo na administração até chegar à minúcia dos chefetes de departamento. Daí em diante a máquina estatal passou a ser do partido, e não do Brasil.

A reforma agrária, antes pauta em todos os manifestos da esquerda, parece que perdeu o encanto, pois até hoje os sem-terra vivem à toa, acampados nas beiras das estradas, invadindo terras sem critério (e há critérios válidos a justificar invasões?), fazendo e acontecendo. E tudo com direito a verbas públicas!

Mas agora é que vem a parte boa! A esquerda aproveitou aquela massa de desvalidos sem qualificação herdada da direita e deu-lhes o sustento em troca de suas dignidades. Chamou os da direita que se tornaram “progressistas” e comprou-lhes os votos. Golpe de mestre, nem por isso merecedor de honra. 

Depois, repetiu-se à exaustão a cerimônia do beija pé com os humildes, enquanto, já amiga dos novos “progressistas”, trabalhava em conjunto com eles para manter tudo como estava. Indefinidamente...

Notando que o script fora substancialmente adulterado, em algum momento desse enredo os verdadeiros ideólogos da esquerda tradicional, ética e correta, que, aliás, merece o respeito desta nação, foi saindo sem nem mesmo se despedir dos antigos parceiros. Algumas saídas foram ruidosas, houve as silenciosas e até mesmo simples deserções, tamanho era o desconforto entre o “ser” e o “poder”.  
  

Brasileeeiros, alto!

Esquecidos, os brasileiros têm de lidar com um cotidiano surrealista. Enquanto o governo alardeia a grandeza e o progresso nacionais, aposentadorias irrisórias são pagas para quem contribuiu por trinta e cinco anos com a previdência, o atendimento médico só existe nas propagandas oficiais, a insegurança é total em todo o País, a corrupção está presente em todos os níveis, políticos praticam golpes eleitorais, o governo tenta sucessivas vezes censurar os meios de comunicação, a educação é ineficiente e desvirtuada... 

Entre direita e esquerda, os brasileiros se perguntam: “Será que o jogo de damas está perto de terminar”, “A campainha já tocou?” ou “Ainda vai ter aula hoje?”...

Com certeza haverá uma próxima, interessante e proveitosa aula, mas quando? Ah, isso vai depender exclusivamente de nós, os alunos dessa grande escola chamada Brasil


Pedro Altino Farias, em 11/02/2014


ATENÇÃO:

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tornar-se Oceano



 Diz-se que antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
Olha para trás... Sua jornada... Os cumes, as montanhas...



O longo caminho sinuoso através das florestas e dos povoados,



E vê à sua frente um oceano tão vasto,
que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.


Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. 


Voltar é impossível na existência.

Você pode apenas ir em frente.


O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.
Porque apenas nesse momento o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas... Tornar-se oceano.

  
 Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.

Assim somos nós.

Só podemos ir em frente e arriscar, então...


Coragem!! 




Avance firme e torne-se Oceano!!


 (texto atribuído a Osho)

Pesquisa e Formatação: Altino Farias

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