terça-feira, 29 de maio de 2012

Dois Amigos, Duas Pendências



Era uma vez dois bons amigos. O primeiro morava com a mãe de sua esposa há anos, numa boa e confortável casa. Lá o casal criou os filhos e viveu em harmonia sem perceber o tempo passar. Um dia a boa senhora teve que partir, e o casal, que há tantos anos a fazia companhia, viu-se na necessidade de se mudar com os filhos para um apartamento que compraram tempos atrás. Um ótimo apartamento, aliás.

O segundo, viúvo há anos, conheceu uma jovem de jeito simples, simpática e muito elegante. Aos poucos ele foi cedendo espaço e dividindo coisas do dia a dia com ela, também sem se perceber. A jovem cativou a amizade dos amigos dele, com os quais ele se encontra freqüentemente nos bares da vida. Chegaram a um ponto em que ou seguiam adiante formalizando a união, ou o relacionamento iria sofrer um desgaste continuado até se exaurir.

Especialista em fabricar móveis projetados, foi contratado pelo primeiro para mobiliar seu apartamento. Os móveis foram fabricados e instalados com todo esmero e carinho pelo amigo enamorado. Apartamento pronto, nada de mudança. As semanas foram passando, meses também. Talvez não tenha ultrapassado a marca de um ano completo, mas o fato é que a família não estava pronta para mudar. O experiente chefe da família deixou que o tempo passasse mais um pouco... Lentamente. A mudança somente se daria quando todos estivessem firmemente decididos.

Assuntos de família à parte, o que rolava nas mesas de bar freqüentadas pelos dois amigos eram suas pendências ou... Embromações. Um com a mudança, outro com o casamento. Brincadeiras de amigos, claro. Um dia o segundo disse ao primeiro: "No dia que você mudar, fico noivo e marco o casório!"

Passaram mais algumas semanas desde então, mas ambos percebiam dentro de si que o dia "M" (de Mudança) se aproximava silenciosamente, até que numa sexta feira o segundo recebeu um telefonema do primeiro que disse apenas: "Amigo, mudei!". E logo no sábado seguinte o segundo trocou alianças com a jovem, oficializando o noivado. Mas... Quando vai ser mesmo o casamento?


Pedro Altino Farias, em 05/10/2011
altino@pelosbaresdavida.com.br



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terça-feira, 22 de maio de 2012

Don't Stop! Keep Walking!


Não pare! Continue caminhando! Se estiver cansado demais, diminua o ritmo, mas não pare. O mundo se transforma à nossa volta em segundos. Paisagens e cenários mudam a todo o momento. Se você parar, quando for retomar a vida, pode ser que desconheça completamente quem é, onde está, o que faz ali, em qual direção deve seguir.

Não pare! Observe as pessoas. Absorva os sentimentos delas, processe tudo em seu íntimo, e depois exale os seus próprios. Não saber dos sentimentos alheios isola e aliena. Não externar os seus, torna-lhe um ilustre desconhecido, afinal, somos o que somos pelo que pensamos e sentimos, e se você esconder o que pensa e sente do mundo, ou será visto de forma equivocada pelos outros, ou não será visto de forma alguma. Esse processo é contínuo e interminável, portanto, não o interrompa, não pare!

Não pare! Não desista de tudo. Adapta-se às circunstâncias, mas não pare. Seja sempre solidário. Ser solidário fortalece o espírito. Agindo assim você estará seguindo a única lei verdadeira da humanidade, que é praticar a bondade. Por menos que tenha, por mais ocupado que seja, por mais magoado que possa estar, não pare... Pense, reflita... Continue. Se você parar, perderá mil sorrisos e sonhos, e quando quiser tê-los de volta eles já terão se evaporado no tempo... Porque o tempo não para!

Não pare! Continue sempre! Essa é a lei da vida. As águas dos rios correm para o mar incessantemente, o vento percorre toda a superfície do planeta em minutos, a Terra gira, constante e inconscientemente, em torno do sol. Em todo lugar a vida pulsa com vigor, se você parar estará em desacordo com tudo o que existe ao seu redor. Eu sei que às vezes cansa... Nosso mundo massacra e atordoa (e pensar que fomos nós mesmos que o construímos assim, que ironia!). Se estiver se sentindo esgotado e sozinho, essa é a hora de pensar, refletir, ajustar o corpo à mente, a mente aos sentimentos, inventar uma nova “moda” para você mesmo... E seguir em frente. Mas não pare!

Não estamos aqui para parar. Continue! Se nosso coração parar a vida se vai. Se nossos pulmões pararem de aspirar e expirar nosso organismo entra em colapso. Se você parar, terá que fazer um esforço descomunal quando resolver continuar. A inércia é enorme, acredite... E aí talvez esse seu coração não suporte, e seus pulmões não encontrem oxigênio suficiente para lhe saciar as necessidades... E talvez você já não esteja mais aqui nesse momento, e sim numa dimensão que não conhecemos. Estando lá, nesse lugar, você verá que, embora tenha tentado, não conseguiu parar, apenas inverteu a ordem natural das coisas... Quem sabe à custa de muita dor e sofrimento, por isso, não pare!

O tempo é este, estamos aqui, todos juntos. Essa é a hora, esse é o momento. Então, nada de maus sentimentos. Nada de rancorezinhos, invejinhas, desentendimentozinhos, intrigazinhas... Isso tudo diminui e atrasa. Não vale a pena...

Sendo assim, Relaxe! Vamos aproveitar para cantar e dançar, trabalhar e descansar, falar e ouvir, cair e levantar, amar e perdoar, chorar e sorrir, agradecer e ajudar, superar e construir, dar as mãos e caminhar juntos rumo a um futuro que somente é desconhecido e temido por quem não está preparado para ele.

Por tudo isso, desejo a você um bom presente, e que esse presente lhe conduza a um futuro de muita paz e amor. Mas lembre-se sempre: Não pare! Continue caminhando!


Pedro Altino Farias, em 21/05/2012


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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mau Gosto - Opinião



Há algum tempo recebi um e-mal com vídeo de uma modelo (não lembro o nome) que se descontrola perante uma equipe de reportagem que foi à sua casa. Em estado de histerismo, ela se despe perante a câmera e dispara um desabafo comovente. Ela se despe mais de espírito que de corpo, embora tivesse ficado completamente nua por alguns minutos.

Outro dia recebi também um e-mail com um vídeo anexado em que uma jovem adolescente é surpreendida pelo pai quando curtia brincadeiras íntimas pelo msn com alguém. O pai a agride violentamente, com palavras e atos. Ela entra em desespero, e o vídeo acaba provavelmente com a quebra do computador pelo pai possesso.

Recentemente devo ter recebido uns trinta com fotos da Carolina Dieckmann. Nos três casos houve uma violenta invasão de privacidade, pois não era vontade de nenhuma dessas mulheres citadas se verem expostas a brincadeiras, comentários maliciosos e risos de gente de toda espécie. Isso é o que podemos chamar de SACANAGEM, bem diferente da pornografia usual, na qual as pessoas se mostram nas situações mais extravagantes por vontade própria, quer seja motivadas pelo dinheiro, quer sejam por tesão mesmo. Os antigos filminhos da Xuxa, por exemplo, são públicos, ela ganhou dinheiro para fazê-los e achou bom quando ficou famosa, então...

Sem querer ser moralista ou piegas, considero que repassar e-mails dessa natureza é um ato de mau gosto e falta de respeito. É corroborar, e mais que isso, é ser cúmplice do mau caráter que praticou essa sacanagem. É fazê-lo obter êxito em sua falta de respeito ao próximo. Pessoal, o mundo tá cheio de gente a fim de se expor. Tem de tudo para todos os gostos. Vamos deixar quietas as pessoas que querem ficar quietas.




Altino Farias, em 15/05/2012

domingo, 13 de maio de 2012

Sopa de Palavras


Há algum tempo participei de um treinamento profissional desses cheios de lugares comuns, que unem o nada a coisa nenhuma, o óbvio ao deduzível, o inútil à conversa fiada. E pensar que perdi umas duas ou três quintas feiras com a turma do bar por isso...

Mas acabei me divertindo um pouco com a coisa. Escrevi um texto cheio de palavras, mas que não dizia absolutamente nada e assinei como sendo de um certo Piter Small. Levei para a sala e li para o grupo. Todo mundo ficou voando, como sempre, mas o instrutor elogiou muito minha “pesquisa”. Com vocês...


O Auto Conhecimento no Desenvolvimento de Competências


Para que consigamos nos desenvolver individualmente necessitamos trabalhar nosso auto-conhecimento, identificando nossas carências e deficiências, de modo a direcionar nosso aprendizado e treinamento ao que nos interessa de fato. Ocorre que, como premissa para que saiamos desse ponto de partida, é condição que estejamos bem com relação à nossa auto estima, pois, caso contrário, qualquer tentativa de alterar a ordem das coisas esbarrará numa inércia muitas vezes intransponível.

Uma vez vencida essa primeira etapa, trabalhos e treinamentos direcionados, desenvolvidos em grupo e/ou individuais, focados no desenvolvimento das habilidades nas quais estejamos deficientes, necessitam de um feed back como forma de atestarmos a nós mesmos os resultados esperados. Para tanto devemos ter uma postura pró-ativa para que provoquemos os indivíduos com os quais mantemos relações interpessoais, complementando e encerrando essa etapa do aprendizado.

A partir de então temos que ter a consciência que nos mantermos na zona de conforto, tanto acomoda como reprime nosso desenvolvimento de uma forma geral. Ter uma visão sistêmica numa ocasião dessas muito auxilia o indivíduo a saber identificar o momento presente para, a partir de então, procurar esse aperfeiçoamento de competências que lhe permitirá desenvolver um maior potencial pessoal e profissional.

Desnecessário dizer que em tudo devemos ter em mente que a gestão de pessoas é um dos alicerces primordiais do bem gerir qualquer negócio. É através dessa gestão que elementos como liderança, autoridade, feed back, habilidades e competências irão fazer a diferença entre o sucesso e o insucesso de um gestor, tendo este que ser plenamente capaz de, mais que enfrentar mudanças, sugeri-las e promovê-las, pois é através de mudanças que gira essa imensa engrenagem do conhecimento e das relações corporativas.

Mas como identificarmos essas nossas deficiências em algumas competências? Ora, a auto avaliação é um dos instrumentos que deve ser largamente utilizado pelos bons gestores, pois o dia-a-dia, e as necessidades da equipe e da empresa como um todo, vão nos indicar esses fatores, cabendo a nós sabermos identificá-los. Outro bom dispositivo é seguirmos as diretrizes da corporação em se tratando de aperfeiçoamento de métodos e sistemas, pois essa evolução acarretará, necessariamente, na evolução de seus gestores em paralelo.

Agora só nos resta ficarmos sempre atentos a quando formos chamados a empreender e absorver mudanças, sejam de sistemas, relações interpessoais ou de atitude. SEMPRE!


Autor: Piter Small
Tradução: Simone Vernner


domingo, 6 de maio de 2012

O Grito - Comentário de Reginaldo Vasconcelos



Caro confrade Altino,


Li teu texto várias vezes, para analisar a profundidade da mensagem. Ao final, pude decodificar a linguagem lírica que utilizas na tua prosa poética, vazada em linguagem conotativa.

Especulas principalmente sobre a vida não biológica, portanto metafísica, exatamente o objeto do estudo que faço no meu livro Euthymia, de cunho denotativo, que está no nosso blog (http://www.academiacearense.blogspot.com/).

Então, é como se teu texto fosse a descrição, sentida e real, de uma tempestade, por quem a vivenciou diretamente, e o meu texto fosse a análise fria de um meteorologista, expondo os comos e os porquês do mesmo fenômeno natural.

Por outra, tua crônica seria a descrição, feita por um gourmet, rica e pormenorizada, de um prato gastronômico já produzido, com suas cores e sabores, e a minha análise fosse a formulação da receita, com seus ingredientes, quantidades, sua ordem e seu tempo de cocção, relatada pelo chefe de cozinha.

Dizes tu que a vida metafísica está centrada no trabalho, para alguns, para outros na profissão de fé, e, para terceiros, na família. O meu estudo indica que todos esses fatores são essenciais ao ser feliz.

A família está no pé do afeto, e sobre este está a perna da “transcendência”, na estrutura do nosso corpo metafísico. A religião é a transcendência, assim como para outros a transcendência é o partido político, e ainda, para outros, seria a paixão futebolística.

E o trabalho? O trabalho está na outra perna, a perna do “engajamento”, que se firma sobre o pé da vocação. Claro que quem não é feliz no amor conjugal mais se apoiará na transcendência (religião, ideologia, futebol...), ou até na outra perna, trabalhando loucamente. Mas o fato é que falha em qualquer desses membros metafísicos enfraquece o corpo sutil do indivíduo como um todo, de modo a tornar mais pesada a maromba representada pelo estresse normal da vida, o que torna difícil ser feliz.

Não sei se me fiz entender.

Reginaldo Vasconcelos
Membro da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo - ACLJ