Neste espaço veiculo crônicas e textos diversos com idéias e opinões pessoais sobre os mais variados assuntos do cotidiano. É uma maneira simples, direta e eficiente de chegar ao internauta, e também de receber comentários sobre o que escrevo sob a perspectiva do leitor. Democraticamente. Espero sua participação em breve!!
sábado, 25 de abril de 2026
O Bloco da Retenção
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Um dia a casa cai (Os gaiatos) - Episódio 6: Pendências
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Um dia a casa cai (Os Gaiatos) - Episódio 5: OPS!
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Um dia a casa cai (Os Gaiatos): Episódio 4 - A Encomenda
Aí um dia chegou um convidado que
vamos chamar aqui de Maestro, contando então uns cinquenta. Veio com um teclado
e uma moça muito bonita, morena clara, cabelos castanhos e cacheados, e com um
vestidinho vermelho insinuante. De chamar atenção. Chegou, abancou-se numa
ponta da grande mesa e começou a tocar. Lá pelas tantas o Maestro disse que
iria na rodoviária buscar uma encomenda e logo voltaria, como de fato ocorreu.
Voltou e continuou a tocar, morena agarradinha a ele.
Algum tempo depois de seu retorno, chegou no bar uma mulher
baixota, meio gorda, cabelos castanhos por repintar partidos ao meio, trajando
vestido simples, perguntando ao dono do bar se o Alfredo estava lá. Casado,
Alfredo era o sete cordas titular da “thurma” e não perdia um sábado sequer,
mas se acompanhava sempre da Katy, sua namorada, uma excelente voz por sinal. Sabendo
disso, por uma questão de solidariedade masculina, o dono do bar hesitou em
confirmar sua presença, mas, como a entrada no ambiente era livre, não tinha
como negar. “Está, sim!”, respondeu com uma voz miúda e temerosa.
A mulher entrou para o quintal pelo acesso lateral e, imediatamente, a moça de vermelho saiu correndo por dentro do bar, atravessando cozinha e salão como um raio de luz. O dono estranhou aquilo, mas logo a mulher veio dar explicações junto com pedidos de desculpas. Ela passava a semana trabalhando numa cidade do interior, retornando no sábado, ou seja, a “encomenda” que ele foi buscar era ela, que trouxe consigo um bom peso de carne fresca comprada “no preço” para abastecer a família durante a semana.
Na ânsia
de voltar ao bar, o Maestro esqueceu a carne no porta malas do carro, motivo
pelo qual ela se pôs a ligar para um e outro conhecido para saber o paradeiro
do marido e salvar a carne, trazida com tanto zelo e carinho, sendo informada que o maridão estaria em companhia do 7 cordas Alfredo. Ao chegar ao bar indicado, deu de cara com a cena: o Maestro tocando e a morena aconchegada coladinha
ao seu lado. A mulher não contou pipocas, pegou uma cadeira para dar nele, mas,
ao levantá-la, tropeçou e caiu de costas, e uma tragédia ainda maior foi
evitada.
Pois é, e foi assim, por um punhado de carne... A casa caiu!
Pedro Altino Farias, em 01/04/26
quinta-feira, 26 de março de 2026
Um dia a casa cai (Os Gaiatos): Episódio 3 - Perfume de Mulher
sexta-feira, 20 de março de 2026
Um Dia a Casa Cai (Os Gaiatos): Episódio 2 - O Viajante
sexta-feira, 13 de março de 2026
Um Dia a Casa Cai (Os Gaiatos): Episódio 1 - Dose Dupla
sexta-feira, 6 de março de 2026
Ensinando a comer caranguejo
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
A Classe é Unida!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Uma Agulha num Palheiro
Pedro Altino Farias, em 23/02/26
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
O JURAMENTO QUE NUNCA FIZ
Pedro Altino Farias, em 31/01/2026
domingo, 1 de fevereiro de 2026
O meu é melhor do que o teu!
domingo, 25 de janeiro de 2026
Não estou aqui!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
PERDIDOS
2025 deixou um saldo de perdidos
extenso, inexplicável e inédito. Primeiro foi o cortador de unha, que sumiu da
minha mesa de trabalho. Ele fica lá todo o tempo, o tempo todo, mas... Sumiu!
Demitiu-se sem aviso prévio. Abandono de emprego mesmo. Já foi substituído, porém,
deixou-me intrigado. Terei eu o ofendido? Sei lá. Nem imagino o motivo do
sumiço, nem tampouco qual seu paradeiro.
Depois foi a vez dos óculos de
Sol. Sumiu também, simples assim. Pegou o beco, como se diz no popular.
Escafedeu-se! É certo que ele me acompanhava no corre-corre do dia-a-dia: no
trajeto para o trabalho, na ida a supermercados e demais demandas da empresa. É
fato que, quando vou a lugares mais tranquilos, como um barzinho aos domingos,
ou uma belíssima praia, prefiro ir na companhia do meu ray-ban, legítimo,
diga-se, presente do meu filho. Será que, enciumado, ele se mandou e foi procurar um rosto mais amigo a
ornar, e olhos mais sensíveis a proteger? Talvez...
A faca que uso exclusivamente
para cortar frutas também sumiu. O amolador de facas idem. Suspeito que eles
tinham um caso às escondidas e resolveram fugir juntos. Meu relacionamento com a faca era ótimo, mesmo sendo ferido por ela de vez em quando. Quanto ao amolador, sempre
que precisava de seus serviços procurava tratá-lo da forma mais suave possível.
Se caso é amor, então estão perdoados, pois ninguém pode com as coisas do
coração, mas bem que podiam ter me avisado, né?
Por último, cansado de carregar o
ano inteirinho, o meu carregador de celular deve ter encontrado alguém que, enfim, o carregasse. E me deixou incomunicável com o mundo inteiro em
pleno réveillon, pode? Sacanagem!
Bem, de uma forma ou de outra comecei meu 2026. Vivo, é claro! Durante o ano espero continuar encontrando
meus familiares, parceiros comerciais, amigos antigos, fazendo novas amizades e
vivendo bons momentos. Começo torcendo para que tenhamos um mundo melhor, e com a
esperança de reencontrar meu cortador de unha, meus óculos, minha faca, meu
amolador e meu carregador de celular. Sinta falta deles.
Pedro Altino Farias, em 02/01/2026











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